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Os juízes de futebol deveriam ser substituídos por robôs?

Como já admiti aqui, não sou um expert em futebol. Porém, como brasileiro – e daqueles que ainda participavam de tudo quanto é time (vôlei, handball

… futebol) na escola / acampamento de verão / condomínio / etc. –, sei o mínimo do esporte, acompanho os campeonatos pelo jornal e saco bem que uma das graças é culpar o juizão pela derrota do clube do coração. Ontem, no Brasil 1 x 1 Suíça, ao ouvir o Galvão Bueno reclamar tanto (mas tanto!) da arbitragem de Cesar Ramos, eis o que mais pipocava na minha mente não tão afeita à partida, mas bem ligada no vai e vem tecnológico do mundo: Por que raios não trocam esse Ramos por um robô?

Sim, a substituição seria possível, mesmo que com uns poréns. Instalar sensores por todo o campo (em todos os estádios), que seriam acompanhados por um software confiável (este conectado a um servidor dedicado e “infalível”), custaria uma fortuna. Isso caso quisessem uma precisão próxima a 100%. Porém, não

sairia caro se apoiar em câmeras e uns poucos sensores – ideia: uns poderiam ser acoplados aos corpos dos jogadores, para detectar quando ocorreu de fato uma falta (nada valeria se jogar no chão com cara de dor) –, talvez com reforço de um (e só um) árbitro / “técnico de TI” humano.

Iriam diminuir os erros (tirando um bug aqui, outro lá) de arbitragem. E o Brasil (Galvão, que não parava de pedir pelo “vídeo”, talvez celebraria) provavelmente ganharia a partida de ontem (dia 17). Por que, então, não fazem logo isso?

Humanos não são guiados por ciências exatas. Nossos sentimentos usualmente nos levam a conclusões ilógicas, ou improdutivas. Gostar de futebol – e de praticamente qualquer outro esporte – poderia se encaixar nessa categoria. Reflita: qual é o sentido de se esgoelar e ameaçar torcidas rivais em busca de apoiar 11 caras que se driblam em campo com o objetivo de fazer um objeto esférico ultrapassar uma linha limitada entre três postes?

Se formos frios como uma inteligência artificial, isso não faria tanto sentido. Mas somos quentes como humanos. Ao ver nossos ídolos em campo, o que conta não é a racionalidade, mas as emoções e os sentimentos. Na prática,

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